Ata de Fundação da Vila de Messejana

“Ao primeiro dia do mês de janeiro de mil setecentos e sessenta annos nesta aldeia da Paupina no lugar da igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição lugar destinado para servir de Praça desta nova vila de que fica sendo orago a mesma Senhora defronte de um terreno que fica medido e balizado para se fazerem as casas da Câmara della aonde foy vindo o Dor. Desembargador Ouvidor Geral da Comarca de Pernambuco Bernardo Coelho da Gama Casco Juiz executor desta diligencia e sendo ahy commigo Escrivão do seu cargo e o Meirinho Manoel Pereira Lobo estando junto e convocado todo este povo a toque de sino logo o dito Dor. E Dzor. Ouvidor Geral em virtude das Ordens Régias que já forão publicadas pelas quais manda sua Majestade Fidelíssima reduzir a liberdade das suas pessoas bens e commercio a todos os índios que existem neste Brasil para se regerem e governarem por si subjeitos só a jurisdição Real como foreaneos della mandando criar em villas as mesmas aldeias em que as sobre ditas assistissem em virtude das ditas ordens elle dito Dor. E Dzor. E Ouvidor Geral na presença de todo este povo levantar um pelourinho alto de madeira com seos braços por não haver pedra com suficiência o que se praticou no referido lugar na Praça desta villa que denominou com todo seo termo e distrito e mais logradouros de que está de posse com o título de Villa Nova Real de Messejana da América para daquy em diante se fazerem junto ao dito Pelourinho as arrematações e mais actos judiciais que pertencerem tanto a justiça como a Real fazenda em benefício commum do Povo na mesma forma que se pratica nas mais cidades e villas destes Reynos a que todos ficarão bem entendidos e scientes dizendo em altas vozes vivas ao Sor. Rey Dom José de Portugal nosso Senhor que mandou criar e para que a todo tempo constando todo o referido mandou fazer este termo que commigo Escrivão e meirinho assinou ordenando o registro com as ditas ordens Regias no Livro da Câmara desta villa que há de servir de registro das ordens. Eu Luiz Freire de Mendonça Escrivão de deligência o escrevy e assiney. Bernardo Coelho da Gama Casco, Luiz Freire de Mendonça, Manoel Pereira Lobo.”

Ata extraída do Livro “Memorial e História de Messejana”, do autor Esaú Costa Ribeiro. páginas. 32-33

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